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Amor cortês

Perdoa-me causar-te mágoa
Desta humana, amarga, demora!
– de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa
Cecília Meireles

 

 

 

 

 

 

 

Sou tua vassala, querida,
Estendo um tapete, fico de quatro
Mordo fronha
Por tuas cantigas, teus romanceiros,
Tuas mãos deixando escorrer teus sonhos
Tão tristinha...
Teus olhos de cristal, pastora de nuvens,
Tua vaga música.
Todo este instrumental da sublimação dos nossos corpos
Sofrendo a beleza de espumas, nuvens, poeira
Mas agora, chega, donzela,
Vem cá e faz!

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº11: download PDF

 

 






 

 


 

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