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Não se Conjuga o Verbo Colorir

Gilvan Irineu de Oliveira


O vermelho do inferno me aborrece.
O verde da floresta me acalma.
O negro de sua lingerie é sua alma.
O branco da cidade me escurece.


Note a transparência insensata
Em meus olhos semicerrados no salão.
Veja-os coloridos, psicodélicos e injetados
Com o vermelho da paixão.


Tão cinza sua ausência de cor,
Tão horrível sua total palidez.
Hipnotizou-me com sua nudez,
E em meus olhos sinto dor.


Nada como o gosto tão salgado,
De sua virilha sombreada.
A cor do seu mamilo é tão rosada.
Molhado está seu cabelo avermelhado.


Não se conjuga o verbo colorir,
Nunca se diz: “Eu te coloro”.
A sua casa é a tela onde moro.
Linda pintura a óleo que não olha para mim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº14: download PDF

 

 






 

 


 

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