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Manifesto idiossincrático

Para você que sempre quis ter um movimento literário só seu e de mais ninguém

 

1. Está proibido a qualquer outro poeta senão o autor deste manifesto aderir ao movimento idiossincrático. Caso contrário, o movimento deixará de ser idiossincrático.
2. Na poesia idiossincrática estão proibidas as palavras “castelo”, “querubim”, “alma”, “mente” e a palavra “vaso”, esta última sendo permitida quando com a acepção de vaso sanitário.
3. Estão abolidas as reticências, por serem estas cafonas.
4. O poema-piada só é permitido no caso da piada ser, de fato, engraçada.
5. Está proibido ao poeta idiossincrático abordar desconhecidos na rua com a pergunta “você curte poesia?”. Também está proibido ao mesmo distribuir filipetas, de qualquer tipo.
6. A apresentações em recitais de poesia também está proibida pelo simples fato do autor deste manifesto achá-los um porre.
7. O verbo “poetar” ou qualquer neologismo do tipo é considerado lamentável.
8. Os óculos de aro grosso são dispensáveis, assim como as gravatas coloridas ou qualquer coisa que tenha como objetivo fazer o poeta ter cara de poeta.
9. Por fim, é considerada detestável a escrita de manifestos, sendo este, obviamente, uma exceção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº16: download PDF

 

 






 

 


 

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