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Sem nome, mas com motivo

Juliana Cesar

 

Pensei que sentiria falta
Daquele nosso tempo açucarado
Daquele tempo arrumado, arranjado
De um cigarro tragado, apagado


Pensei que estava triste
Mas somente não estava
Sua ausência nunca foi maior que minha própria ausência


A lã que nos segurava, que nos atava
Na verdade nunca esteve amarrada
Solta no ar ela pairava sobre nossas cabeças tão mal elaboradas.

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº16: download PDF

 

 






 

 


 

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