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Mergulho (Dip)


Dip

Once in a blue moon
she did and when she did
she startled moon and stars
with the brief flash
as, streaking meteor,
she plunged into the pond.


Shocked out of deep sleep
the pike turned to see
a blond ingot part
the waters with a hiss.


At once those frogs
were at a loss and silenced.
What could they say?
What song in their repertoire
do justice to such event?


She swam about the dark,
a lazy golden thread
sewing up the pond
then stepped out, a brash
glistening, and dried her hair.



Mergulho

De vez em nunca
ela surgia e quando surgia
surpreendia a lua e as estrelas
com o súbito lampejo
quando, como um raio,
lançava-se ao lago.


Desperto de seu sono profundo
o peixe virou-se para ver
um lingote loiro
sibilando n’água.


De repente aqueles sapos
ficaram perplexos e calados.
O que poderiam dizer?
Qual música em seu repertório
estaria à altura de tal ocasião?


Ela nadou na escuridão
um longo fio dourado
costurando a superficie
depois saiu, emergindo
resplandecente, e enxugou os cabelos.



 

Ricardo Sternberg é professor de Literatura Portuguesa e Brasileira da Universidade de Toronto. Desde a edição #15, o Plástico Bolha publica e traduz os seus poemas, originalmente escritos em inglês. Nesta edição, Luisa Noronha, aluna de tradução de Letras da PUC-Rio, traduz o último poema do ano: Dip, o mergulho. As traduções são feitas com a supervisão do tradutor, professor e poeta Paulo Henriques Britto.

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº18: download PDF

 

 






 

 


 

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