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Na última edição de 2007, o plástico bolha propôs o desafio de escrever um poema sobre “a amêndoa”. Vejamos, a seguir, os poemas que recebemos. Para a próxima edição, o desafio é fazer um poema que contenha as seis seguintes palavras: sílabas, hortelã, breves, único, olhava e atravessou. Todos estão convidados a participar do desafio; basta mandar o seu poema, com as 6 palavras, para o e-mail do jornal:

jornalplasticobolha@gmail.com


Amêndoa doce

Isabel Diegues

A amêndoa
marrom
(redonda)
caindo
vermelha
em cima do carro
rasga a tinta
rompe a cor que antes era cinza
arrastada a tarde roxa
só resta ao capô do carro
um rastro seco de amarelo rúbeo.


Infância

Paulo Renato Porto Filho


Zumbidos ferindo a tarde
preguiçosa
da praia de Cueira.
Quase-mísseis se projetam
rumo às faces
sorridentes
A rápida geografia dos disparos
desenrola a trama
entre coqueiros
É bela - mesmo que doa –
a amêndoa
em seu vôo fantástico
seu delírio de projétil.
O mais é a tarde demorando
quase adormecendo
nas areias claras de Moreré.


Somente um punhado basta

Isabel Wilker


semente com pele
enrugada
que faz
croc!
quando morde
escura por
fora
mas clara
por
dentro
somente um
punhado
basta!
para fazer
bater
o coração
que

mente
quando quer e
nunca
mais


A amendoeira

Luiz Coelho


A amendoeira assemelha-se ao pessegueiro,
embora o seu porte o supere,
e o tronco seja mais grosso.
As flores são róseas e o fruto é alongado,
de casca dura e cor bege.
A amêndoa é sua semente,
contém uma película interna marrom,
e a polpa é amarelada.
Existem dois tipos de amêndoa,
a doce e a amarga,
sendo que apenas a doce é indicada como alimento,
pois a amarga contém ácido cianídrico,
substância que pode causar intoxicações.


A procura da amêndoa

Sabrina Guedes de Oliveira


Faceira, menina moleque
Subo nos galhos de teu forte tronco.
E saio a procurar-te.
Tu que te escondes no verde de tuas folhas.
Que desejos tenho de saborear-te!
Que delícia é o teu fruto amendoeira!
Ao achar-te, sinto-me agraciada
por poder desfrutar do sabor que tens,
amêndoa de minha infância.

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº19: download PDF

 

 






 

 


 

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