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[À palavra como existência primeiro retorno.]
Barbara Hansen

 

À palavra como existência primeira retorno. Fuga sem percurso e a volta ao ponto original. Cada saída, um muro; cada retorno, um círculo. Os mesmos motivos vãos — amor de fuga colorida, que pula no terraço e a desperta para a noite de sonho. Vozes indefinidas, cada vez mais distantes (em todas, o mesmo som), sopram irrelevâncias.

Faces tão desconhecidas quanto previsíveis, porque é sempre o mesmo final . E os meios. E o começo ao qual voltarei. Encurralada no telhado. Lá fora a ficção iminente, não há realidade que não os sentimentos. Inelutável graça de sós nascermos e morrermos. Tons vivos que desbotam no sol ríspido da manhã frugal — grand finale previsível na solidão úmida de resto no copo vazio. Sôfrega e desesperada por carne viva. Encontrei apenas o telhado raso e vazio.

E o brilho metálico da palavra fria onde não há negação.

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº19: download PDF

 

 






 

 


 

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