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por Bruna Piantino

O assalto

 

a insônia incide
certeza latente
do incidente na noite
do desencontro na vida
do silêncio na cama

 

a certeza do tempo
que corre
fere
cicatriza
responsabiliza e rege

 

determinadas partes lesadas
cravadas
à tona da consciência
alteram-se intactas
às profundas coincidências

 

Vendada

 

Sua expressão singular
Destitui-me de
Qualquer resquício vivo

 

Tenho com o mar

___ ___ ___ ___ ___ ___ ___
Entresono-sonho-realidade

 

Involuntários olhos projetam segundos
Sinto imensa vontade de pular
Digo: — Não! Eu fico.

 

Cozinhando em banho-maria

 

Vamos sonegar inspiração
Pois. Que todos mastiguem;
Por que não mudar de mesa?

 

Banquetes de gente a devorar
Complôs que não foram comprados
Permanecem genuinamente ingênuos.

 

O sabor original raramente provado
De tão simples e efêmero
Bate na alma como um punhal
E nos revira ao avesso.

 

Três poemas do livro Bastão de Bruna Piantino

 


A coluna Bolhas Geraes é dedicada aos nossos leitores e colaboradores mineiros, que, desde a edição #13, recebem o plástico bolha em diversos pontos de Belo Horizonte. Envie também os seus trabalhos para jornalplasticobolha@gmail.com

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº20: download PDF

 

 






 

 


 

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