Cadastre-se para receber atualizações do plástico bolha via e-mail:

 

 

 


Carnavalesca
Renato Nogueira Neto

 

O sax ainda injeta ciúme nas minhas veias, outros metais estendem a melancolia no salão vazio, mas os músicos não estão mais lá. Só estão as serpentinas desacordadas, as toalhas desalinhadas, as mesas meio despidas, a memória de um perfume doce, o coração disparado, o fantasma do que não houve. Purpurina pousada no pescoço, riozinho de suor azul descendo dos olhos que riem, corpo aberto até os dentes, ela já vai longe, de volta à rua, a me trair com o lado bom da vida.

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº21: download PDF

 

 






 

 


 

Copyright - Jornal Plástico Bolha - 2008 - E-mail: redacao@jornalplasticobolha.com.br