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Anatomia
Fabrício Castello Branco


MÃOS

No meio da rua,
de gente alheia.
Dentro de um carro qualquer.
Beijando outra boca
e deslizando em minhas coxas.
Num escuro sequer.
Sempre se encontram
quando mais ninguém percebe
Debaixo d’água
do rio barrento.
Quando o tempo,
passa mais lento.
Hoje, elas andam no bolso.

BOCA

Pede para pedir mais uma vez.


OUVIDOS

Os dedos que a circundavam
conheceram território.
Como investigador do espaço.
De punho laço.
Para saber se poderia por ali depositar
a frase não dita
do verbo amar

CABEÇA

Já sabe como é ruim ficar longe.
Quer aprender como é bom ficar junto.

CORAÇÃO

Não está mais aqui.
Está ai.



 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº23: download PDF

 

 






 

 


 

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