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O sonho da Razão

Rogério Luz


Não digas nada sobre a ausência enquanto
não se ausentar este dizer inquieto:
dizer a coisa afasta seu encanto
e não dizê-la não a traz mais perto.

Mas ausente das coisas te quiseste
bem antes de nascer, depois de morto
quando o ausente dizer trouxe-lhe a peste
do pensamento ósseo de teu corpo.

Muros fendidos não são muros, são
sombra de casas onde não abrigas
a palavra que falta, o vão perigo

da palavra ocultada: proteção
que sob o sol da ausência não te exponha
nesta ruína onde o verbo sonha.



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº24: download PDF

 

 






 

 


 

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