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Acaso

Fernando Brum


Antes era um livro fechado
Um telefone desligado
Agora é vento na árvore
Varrendo toda a ilusão
Dos olhos acostumados


É poema perdido,
Lançado ao mar
Como a tarrafa
Que vai sem saber
Que recolhe o ouro do mar


Preocupação não há
Os peixes hão de vir
Caminham cegos
Ao seu destino quiçá
Que não sabem


E cumprem seu papel
Como os papéis do livro fechado
Na ânsia de serem lidos e entendidos
Nem que seja por uma tarrafa
Lançada sem saber
.




Esse texto foi publicado no plástico bolha nº29: download PDF

 

 






 

 


 

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