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Crepúsculo Alvorar

Naiara Barrozo


I

 

Negrume onde há,

ou lume de onde ser

mais luz se falta o ar,

induz amanhecer

bulícios. Vozes frias

bulcões, vultos e ventos,

presos em lócus vão.

 

Para cada uma luta

que treme seu intento

e o trinca, com pálidos

cravos lançados, donde

inspira o Senhor,

intenso olor, se esconde

sob espesso area

seu escuso remir:

Existir perenal

 

II

 

Murmúrios lanceiam,

fenecem silêncio

Ruídos cortantes

vazios animam

 

De verbos e rimas

dispõe o divino

Na cruz carregada

poeta errante

fitando a mortalha,

flores, cravoária,

encontra perdidana ausência, a vida.

 



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