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Para Santuza: De lugar nenhum

Victor Moretto


Viveria em terras distantes, de paisagens inconscientes,

frutas exóticas e almas excêntricas

Alimentaria meu delírio, contra os quentes trópicos, de

tristes tendências e felizes coincidências

Ficaria sóbrio, inebriado de virtudes à filosofia alemã

Soaria sádico, numa poesia pagã

 

Mas no planeta meu mundo é hoje

 

Na terra em que for, seremos um país

tórrido

antropofágico

pós-utópico

 

De dia, almoçaremos tranquilos

Pra noite voltarmos cantando

no barro onde veio o limo

num mundo encaetanado de Oswalds

Marios, Octavios

e paz



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº32: download PDF

 

 

 

 






 

 


 

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