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Búfalo

Paulo Henriques Britto


Arrastei um búfalo
até este poema
o mínimo que pude fazer
por uma espécie ameaçada.


Dei-lhe uma árvore
para fazer sombra, um riacho
para saciar-lhe a sede.


Um pedaço de noite, preso
no meu pasto dourado,
ele esparge estrelas ao sacudir-se,
planta trovão no solo ao escarvá-lo.


Será o culpado o leitor
que puser vermelho no poema.

 



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº34: download PDF

 

 

 






 

 


 

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