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Ode à loucura

Guilherme Ottoni


Ver tua mãe aturdida em pranto ao chão,
Com seus olhos vazios, encharcados
Pela álgida e triste constatação
De ter aquele seu filhinho amado


Entre estilhaços que lhe cortarão...
Com os pulsos em sangue e decepados,
Pois agora tem pensamentos vãos,
No hospício neste momento internado...


Não me consoles nem me digas nada!
Tu não hás de compreender como é
Ter a noite infinda em plena alvorada!


Morte: descendo da cabeça ao pé!
Ter o sangue escorrendo pela espada
E a psicose inumando minha fé!

 



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº36: download PDF

 

 

 






 

 


 

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