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Esta coluna é uma tradição do jornal. Entre tantos desafios poéticos que propusemos desde o número 17, o das vogais teve particular sucesso — acabou inspirando uma ala inteira da exposição Poesia Agora. Trazemos, agora, o resultado da expansão dessa experiência novamente para o jornal. Confira os poemas sem as vogais E, I, O e U.

 

Próxima edição
Escrever um poema em primeira pessoa em que o eu lírico claramente não seja você: pode ser uma pessoa qualquer do sexo oposto, uma figura histórica, um personagem literário já existente, um animal. A intenção básica é fazer um exercício de despersonalização, violar a tendência de quase todo poeta lírico de falar sempre sobre si próprio. Essa pessoa, animal, planta ou objeto deve mandar o seu poema para
desafio@jornalplasticobolha.com.br

 

 

SEM "I"

 

 

[nem tudo tem...]

Bruno Borja

nem tudo tem...


na terra, no céu e no mar

não há.
nas ruas por onde ando

também não.
na casa onde moro
na cama onde durmo
e gozo
e amo
no que como e bebo
não há nada.
como em nada também não há.


pelo que posso saber
se encontra naquele poço fundo

buraco no centro da sala
com uns 2 metros de fundura
de sombra
de breu
bem em frente à estante do mundo

das palavras


e lá me escondo

às vezes que
e lá me perco
às vezes quando

e lá me tranco

às vezes tanto


até ela voltar.

 



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº37: download PDF

 

 






 

 


 

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