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Soneto XIII

Gregório Duvivier


Tenho pena de quem é meu amigo
pois deve desejar a minha morte.
Nasci graças a deus com uma sorte:
a de não ter que conviver comigo.


Garantiram: não tem nenhum perigo.
Jamais serei de mim o meu consorte.
Não há chato, no mundo, do meu porte.
Só a vocês concedo esse castigo.


Os segundos que chegam logo após
ouvir no gravador a minha voz
dão vontade de dar à vida um fim.


Se eu fosse por acaso dessa gente
que convive comigo diariamente,
ou me matava ou bem matava a mim.

 



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº39: download PDF

 

 

 






 

 


 

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