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Cartão de visitas

Pedro Sobrino Laureano





Eu,
que despedaço
a vértebra do amanhã
e desabo -infinito obeso-
sobre o corpo raquítico
deste instante,

Eu,
que me extremo
nas vias sensíveis
de um mundo caduco,

Eu,
que me sacrifico
em uma explosão de destinos
ao fogo do acaso que me expele
tédio,
cubo de gelo
disparado contra o sol,

e me banho na lama junto a deuses e mendigos
e contamino os oceanos com minhas lágrimas de cicuta
e desaprendo em cada gesto a delicadeza do morto-vivo
e termino por me destruir
na bigorna de pluma das palavras.

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº 5 : download PDF

 

 






 

 


 

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